Não tenho como esconder
as poucas coisa que me digo.
Das muitas coisas que a gente ingere,
é difícil digerir o grito.
O bolo que se forma na garganta,
que vai e volta e não cansa,
segue sempre nessa dança
do doce sentimento que trai.
O mero conformismo pretenso
que a coisa toda contém
Mártir, segue tua vida,
se fere afim de não ferir ninguém.
Solta aquele velho suspiro,
mas nem esse serve de tranca.
É como segredo dito a criança,
só o medo estanca, nem o medo alcança...
E que seja verdade o que grito:
Amei outra vida...
Essa eu não vivo mais.
