sábado, 11 de junho de 2011

Gritando em Silêncio


Não tenho como esconder 
as poucas coisa que me digo.
Das muitas coisas que a gente ingere, 
é difícil digerir o grito.

O bolo que se forma na garganta,
que vai e volta e não cansa,
segue sempre nessa dança
do doce sentimento que trai.

O mero conformismo pretenso 
que a coisa toda contém
Mártir, segue tua vida,
se fere afim de não ferir ninguém.

 Solta aquele velho suspiro,
mas nem esse serve de tranca.
É como segredo dito a criança,
só o medo estanca, nem o medo alcança...

E que seja verdade o que grito:
Amei outra vida...
Essa eu não vivo mais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Verdade?

Estou movido pela incerteza,
e ainda que veja com clareza
as vezes parece que vai,
as vezes só parece.

Não posso jogar na fogueira,
mas se houvesse certeza,
fogo transformaria madeira em muito mais...

Metade transforma verdade,
e metade nada se faz...
Mas de que adianta metade
se o inteiro vale muito mais?

Mas não se percebe dualidade,
tão simples , tão iguais...
serão sempre metades
onde a mesma verdade se faz.

Pois ainda que digam:
- Dois vale mais!
Partindo o real no meio,
jamais se terá dois reais.